REVERTER O DESTINO
RASGAR AS CORTINAS
ESPATIFAR OS VIDROS
OS CORPOS EMBAÇADOS DA JANELA
TOMADA POR UMA REPENTINA CHUVA
ALCANÇAR O BEIRAL DA VARANDA
COM UM COPO DE WHISKY
REPLETO DE PEDRAS DE GELO
GIRANDO NUMA CIRANDA FRENÉTICA
INVERTER O TEMPO
TORNAR O LAMENTO EM EUFORIA
CAIR NA ALEGRIA DA RUA
ESCAPAR DOS BUEIROS DA MELANCOLIA
BEBER TODOS OS MISTÉRIOS DA NOITE
Carlos Gutierrez
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Sem Assuntos
Sem assuntos sem assuntos
morremos abraçados juntos
Já lemos tantos livros
já vimos tantos filmes
e ouvimos tantas músicas
muitas trocas e pontos de vistas e de fugas
mas parece que agora estamos cansados
um do outro
ou de nós mesmos
e levamos nossos silencios aos extremos
ficamos sem assuntos sem assuntos
esgotou-se a fonte
das águas límpidas
e dos pingos ressentidos de murmúrios
acabaram-se as pedras para lançarmos
no lago dos nossos desejos
que não são tão fortes e hoje pouco claros
perdemos o faro de novos aromas
e a paciência de criarmos novos jardins
Sem assuntos sem assuntos
todas as estórias têm os seus fins
uns trágicos outros mágicos
alguns imprevisíveis
outros tão banais...
e a vida prossegue tão estranha...
Carlos Gutierrez
morremos abraçados juntos
Já lemos tantos livros
já vimos tantos filmes
e ouvimos tantas músicas
muitas trocas e pontos de vistas e de fugas
mas parece que agora estamos cansados
um do outro
ou de nós mesmos
e levamos nossos silencios aos extremos
ficamos sem assuntos sem assuntos
esgotou-se a fonte
das águas límpidas
e dos pingos ressentidos de murmúrios
acabaram-se as pedras para lançarmos
no lago dos nossos desejos
que não são tão fortes e hoje pouco claros
perdemos o faro de novos aromas
e a paciência de criarmos novos jardins
Sem assuntos sem assuntos
todas as estórias têm os seus fins
uns trágicos outros mágicos
alguns imprevisíveis
outros tão banais...
e a vida prossegue tão estranha...
Carlos Gutierrez
NUVENS
Nuvens escorrem no céu
limpam estrelas
despem todos os deuses
abrem-se
a todos os olhares
puros ou sórdidos
súlimes ou mórbidos
profundos ou fugazes
Nuvens escorrem do céu
vem refrescar a terra
e esfriar as cabeças quentes
de insanidades
Carlos Gutierrez
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Passo Rápido
Olho a garota
que flutua pela rua com a bolsa a tiracolo
e penso que é você!
Atravesso
mudo o meu caminho
atropelo sombras postes poses pacotes
e recortes de rostos rápidos
não posso lhe perder
vou ao teu encalço
um passo em falso
pode me jogar ao labirinto
sinto que é a ultima chance
para o amor que eu respiro
enquanto vejo derreter
o asfalto em seu ultimo suspiro
Abre -se um buraco no meio da rua
mas eu pulo o obstáculo
e faço do meu braço
um tentáculo prá agarrar a oportunidade
de declarar a minha paixão
à garota que veio em minha contra-mão
e sigo a minha intuição:Tem que ser você!
Tem que ser você!
prá ordenar a minha multidão!
Carlos Gutierrez
que flutua pela rua com a bolsa a tiracolo
e penso que é você!
Atravesso
mudo o meu caminho
atropelo sombras postes poses pacotes
e recortes de rostos rápidos
não posso lhe perder
vou ao teu encalço
um passo em falso
pode me jogar ao labirinto
sinto que é a ultima chance
para o amor que eu respiro
enquanto vejo derreter
o asfalto em seu ultimo suspiro
Abre -se um buraco no meio da rua
mas eu pulo o obstáculo
e faço do meu braço
um tentáculo prá agarrar a oportunidade
de declarar a minha paixão
à garota que veio em minha contra-mão
e sigo a minha intuição:Tem que ser você!
Tem que ser você!
prá ordenar a minha multidão!
Carlos Gutierrez
Trajeto
E foram dias,
meses,
rasgando lembranças
e guardando
meticulosamente
o anseio pelo regresso!
sã, reencontro, reencantamento.
Esperava até o momento crítico,
o mais efusivo de todos
para lhe remeter afeições,
seriam poemas, contos, prosa, cartas,
um livro quem sabe feito de papel reciclado
todo escrito em vermelho,
dizendo até onde caminhei passos tétricos,
com trechos de canções censuráveis,
um retrato em branco e preto,
uma gota d'água da última chuva,
um olhar de Dylan.
Livre! Se queres ir,
nada farei,
sem esse silêncio trovador buscarei seu sol,
direi que senti a sua saudade.
Que já não seja tarde demais!
Desirée Gomes
meses,
rasgando lembranças
e guardando
meticulosamente
o anseio pelo regresso!
sã, reencontro, reencantamento.
Esperava até o momento crítico,
o mais efusivo de todos
para lhe remeter afeições,
seriam poemas, contos, prosa, cartas,
um livro quem sabe feito de papel reciclado
todo escrito em vermelho,
dizendo até onde caminhei passos tétricos,
com trechos de canções censuráveis,
um retrato em branco e preto,
uma gota d'água da última chuva,
um olhar de Dylan.
Livre! Se queres ir,
nada farei,
sem esse silêncio trovador buscarei seu sol,
direi que senti a sua saudade.
Que já não seja tarde demais!
Desirée Gomes
domingo, 6 de dezembro de 2009
As Sombras
AS SOMBRAS
QUE ASSOMBRAM
AS NUAS LUZES
OS CENÁRIOS DA CIDADE
QUE RECORTAM AO CHÃO
PESSOAS ANIMAIS E ARVORES
AS SOMBRAS
QUE NOS PERSEGUEM
POR TODOS OS LADOS
AS SOMBRAS
QUE PERMANECEM DO PASSADO
E QUE NOS SEGUEM INSISTENTES
NO PRESENTE
E SE PROJETAM NO FUTURO
AS SOMBRAS
ESSES CORREDORES ESCUROS
A SOMBRA DE NÓS MESMOS
A SOMBRA DOS OUTROS
QUE ADORAMOS
QUE ODIAMOS
OU NEM MESMO VEMOS
AS SOMBRAS DOS NOSSOS MEDOS
AS SOMBRAS DA MORTE INEVITÁVEL
QUE NÃO QUEREMOS
MAS TEMOS
QUE NELA NOS RECOLHER
AS SOMBRAS
AS SOBRAS DO QUE PODEMOS AINDA SER
VASCULHO NO BARULHO A SUA VOZ
O TIMBRE CLARO
DISPARO NO ESCURO
OS MEUS OLHOS FALHOS
ME VALHO DAS POUCAS LUZES
QUE ESCAPAM DO BARALHO DAS SOMBRAS
E BLEFO COM O MEU PRÓPRIO DESTINO
Carlos Gutierrez
QUE ASSOMBRAM
AS NUAS LUZES
OS CENÁRIOS DA CIDADE
QUE RECORTAM AO CHÃO
PESSOAS ANIMAIS E ARVORES
AS SOMBRAS
QUE NOS PERSEGUEM
POR TODOS OS LADOS
AS SOMBRAS
QUE PERMANECEM DO PASSADO
E QUE NOS SEGUEM INSISTENTES
NO PRESENTE
E SE PROJETAM NO FUTURO
AS SOMBRAS
ESSES CORREDORES ESCUROS
A SOMBRA DE NÓS MESMOS
A SOMBRA DOS OUTROS
QUE ADORAMOS
QUE ODIAMOS
OU NEM MESMO VEMOS
AS SOMBRAS DOS NOSSOS MEDOS
AS SOMBRAS DA MORTE INEVITÁVEL
QUE NÃO QUEREMOS
MAS TEMOS
QUE NELA NOS RECOLHER
AS SOMBRAS
AS SOBRAS DO QUE PODEMOS AINDA SER
VASCULHO NO BARULHO A SUA VOZ
O TIMBRE CLARO
DISPARO NO ESCURO
OS MEUS OLHOS FALHOS
ME VALHO DAS POUCAS LUZES
QUE ESCAPAM DO BARALHO DAS SOMBRAS
E BLEFO COM O MEU PRÓPRIO DESTINO
Carlos Gutierrez
PERFIL
Perfil
que emerge do rio
ou do lago
como um doce afago
ou uma proposta de suícidio
Perfil
humano chamariz
no espelho d'água
faz refletir
sobre a vida
e a morte!
Nós estamos sempre por um triz
entre elas
debruçados sobre as janelas
líquidas e sólidas!
Carlos Gutierrez
CorrreDOR
Talvez você nunca me veja
nunca me perceba
jamais me cogite
eu serei uma folha ao vento
ou um guardanapo arremessado
sobre o corredor
que um dia os seus passos apressados
por ele hão de passar
sem notar que nele está gravado
um poema já borrado
fragmentado
nas mãos carentes de alguém
talvez...talvez...
o corredor sente horror
de bruscas paradas...
Carlos Gutierrez
Doce Fuga
Há uma possibilidade...
mesmo com toda a velocidade do tempo...
há uma possibilidade...
de lhe encontrar...
mesmo contra toda a fúria do vento...
vou lhe encontrar de algum jeito!
no amargor de um lamento...
na insensatez de um tormento,,,
não importa!
é um encontro...
ou a mais doce fuga!
Carlos Gutierrez
mesmo com toda a velocidade do tempo...
há uma possibilidade...
de lhe encontrar...
mesmo contra toda a fúria do vento...
vou lhe encontrar de algum jeito!
no amargor de um lamento...
na insensatez de um tormento,,,
não importa!
é um encontro...
ou a mais doce fuga!
Carlos Gutierrez
GRITO
GRITO
IRRITO AS CORDAS VOCAIS
MISTURO CONSOANTES
E VOGAIS
PALAVRAS
GRUNHIDOS
GEMIDOS
RUÍDOS
GRITO
O PRAZER
E O AFLITO
O CAOS DA METRÓPOLE
E OS BICHOS RURAIS
GRITO
ATÉ ENCONTRAR
O PERFEITO
SILENCIO
AQUELE QUE PERMITE
QUE A ALMA MEDITE
E DEIXE O CORAÇÃO
BATER EM PAZ!
Carlos Gutierrez
IRRITO AS CORDAS VOCAIS
MISTURO CONSOANTES
E VOGAIS
PALAVRAS
GRUNHIDOS
GEMIDOS
RUÍDOS
GRITO
O PRAZER
E O AFLITO
O CAOS DA METRÓPOLE
E OS BICHOS RURAIS
GRITO
ATÉ ENCONTRAR
O PERFEITO
SILENCIO
AQUELE QUE PERMITE
QUE A ALMA MEDITE
E DEIXE O CORAÇÃO
BATER EM PAZ!
Carlos Gutierrez
Assinar:
Postagens (Atom)







