sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Fresca lembrança
LOGO DE MANHÃ
NO BOCEJO DA AURORA
NA RESSACA DAS HORAS
VEM A RECENTE E FRESCA LEMBRANÇA
DE UMA PELÍCULA NOIR E ROMÂNTICA
QUANTAS PROMESSAS ESCORRERAM
NOS BRAÇOS DAS POLTRONAS
DEPOIS DE UM HAPPY END
NADA SE ARREPENDE
E NEM OFENDE O AMBIENTE
SENTE QUE A LINGERIE É INOCENTE
E AS PIPOCAS DESPREZADAS
NÃO ESTALAM
MAS DORMEM CONTENTES
NO BOCEJO DA AURORA
NA RESSACA DAS HORAS
VEM A RECENTE E FRESCA LEMBRANÇA
DE UMA PELÍCULA NOIR E ROMÂNTICA
QUANTAS PROMESSAS ESCORRERAM
NOS BRAÇOS DAS POLTRONAS
DEPOIS DE UM HAPPY END
NADA SE ARREPENDE
E NEM OFENDE O AMBIENTE
SENTE QUE A LINGERIE É INOCENTE
E AS PIPOCAS DESPREZADAS
NÃO ESTALAM
MAS DORMEM CONTENTES
E SABER
QUE AINDA SE POSSA ESPAIRECER ESPALHAR O SER SORVER O PERFUME DE UM JARDIM ABSORVER A LUZ NATURAL TER UM BANCO DISPONÍVEL AO NÍVEL DE NOSSO CANSAÇO E DIMENSÃO DA SOLIDÃO SENTAR NO BANCO E PODER REUNIR LEMBRANÇAS ANTIGAS E RECENTES VER O SEU ROSTO ONDE CONCENTRA TODA A BELEZA E ENCANTO IMAGEM FRESCA ESPAIRECER ENFIM ESQUECER DO TRANSITO CAÓTICO DAS FILAS EM PROFUSÃO DOS CAIXAS ELETRÔNICOS DOS JOGOS DAS LOTÉRICAS VER QUE AS PEDRAS AINDA ESTÃO POLIDAS NO CHÃO E CONVENCER OS MEUS OLHOS DE UMA VEZ POR TODAS POR TUDO QUE QUEM EU AMO É AQUELA QUE SAIU DA TELA DO FILME MUDO E PROVOCOU UMA CHUVA REFRESCANTE EM MINHA PAISAGEM INTERIOR ![]() |
segunda-feira, 9 de abril de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
terça-feira, 27 de março de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
terça-feira, 20 de março de 2018
Mais Um Dia
mais um dia
daqueles dias
medíocres
em que a gente se desperta
sem o mínimo ânimo
o café ajuda um pouco
mas as xícaras não falam
e só olhar om açúcar já enjoa
ligar o rádio
é gastar os dedos à toa
farto de notícias ruins
tragédias
estupros crimes passionais
acidentes no trânsito
receitas de bolos
estúpidos horóscopos
as pessoas se apegam
às mais tolas esperanças
bem sair de casa
muitas vezes é um consolo
apesar dos perigos das ruas
e dos olhos grandes dos muros
o tempo passa
de qualquer maneira
a pressa excita
mas estressa
o vagar hesita
mas recupera
câmeras por todos os lados
devassam os nossos passos
segurança ou insegurança
perda de identidade
em casa me sinto estranho
na rua me sinto perdido
entre as duas
sou o terceiro olho escondido
entre as paredes
ou entre as sarjetas
o rolar desenrolar
de um sonho interrompido
daqueles dias
medíocres
em que a gente se desperta
sem o mínimo ânimo
o café ajuda um pouco
mas as xícaras não falam
e só olhar om açúcar já enjoa
ligar o rádio
é gastar os dedos à toa
farto de notícias ruins
tragédias
estupros crimes passionais
acidentes no trânsito
receitas de bolos
estúpidos horóscopos
as pessoas se apegam
às mais tolas esperanças
bem sair de casa
muitas vezes é um consolo
apesar dos perigos das ruas
e dos olhos grandes dos muros
o tempo passa
de qualquer maneira
a pressa excita
mas estressa
o vagar hesita
mas recupera
câmeras por todos os lados
devassam os nossos passos
segurança ou insegurança
perda de identidade
em casa me sinto estranho
na rua me sinto perdido
entre as duas
sou o terceiro olho escondido
entre as paredes
ou entre as sarjetas
o rolar desenrolar
de um sonho interrompido
segunda-feira, 19 de março de 2018
segunda-feira, 5 de março de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Sou Livro
sou livre
sou livro
página aberta
capa
e contracapa
com ou sem orelhas
nada me escapa
nenhuma letra
nenhuma cena
do meu enredo
mesmo quando viro a página
ou pulo alguma
por ansiedade ou medo
sempre foi assim
leituras e
releituras
sem fim
me concebo num sebo
vasculho temas e tempos
entre textos "achados"
e "perdidos"
todo esse pó de conhecimentos
sou livre
sou livro
mesmo preso na leitura
das tramas
de um intricado romance
ou poema que jamais
se desmanche
afinal "namoro as palavras"
tanto as próximas
quanto as distantes
sempre foi assim
e assim será
solitário
ou num sarau
as palavras
me acompanham
ou vice versa
entre o silêncio e a conversa
sou o olhar
que atravessa
e arremessa
o novo vocábulo
sou livro
página aberta
capa
e contracapa
com ou sem orelhas
nada me escapa
nenhuma letra
nenhuma cena
do meu enredo
mesmo quando viro a página
ou pulo alguma
por ansiedade ou medo
sempre foi assim
leituras e
releituras
sem fim
me concebo num sebo
vasculho temas e tempos
entre textos "achados"
e "perdidos"
todo esse pó de conhecimentos
sou livre
sou livro
mesmo preso na leitura
das tramas
de um intricado romance
ou poema que jamais
se desmanche
afinal "namoro as palavras"
tanto as próximas
quanto as distantes
sempre foi assim
e assim será
solitário
ou num sarau
as palavras
me acompanham
ou vice versa
entre o silêncio e a conversa
sou o olhar
que atravessa
e arremessa
o novo vocábulo
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