sábado, 16 de fevereiro de 2008

PIPA

Quero alcançar o céu
desvendar o véu azul anil
Quero encontrar uma estrela
que possa abrigar os meus sonhos
Então preparo a carretilha
com toda a necessária linha
para alinhavar a minha aventura pelo ar
Enfim vou soltar o meu sonho pelo céu
e no papel seda vou gravar o teu lindo nome
para que todo o universo saiba que ele
é mais do que um nome ele é um verso
que flutua e se perpetua no tempo ao léu
Pipa no seu corpo de papel
e delgadas ripas de taquara
prepara o meu caminho da felicidade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

CIRCO






















À Ademar Del Poz






antigo amigo dos tempos de Colégio Duque de Caxias de Santo André






um defensor dos animais e de vidas humanas menos hipócritas


















Um circo






não precisa de animais






de domadores






de métodos brutais






Um circo precisa só de alegria






e se o espetáculo






conseguir resgatar






a criança que existe em cada um de nós






já será a maior magia






iludir com a acrobacia






de movimentos e sentimentos






e tornar a vida uma pura diversão






na profusão de risos






e nos ofertar a conduta de doces palhaços






na comunhão






entre todos os seres vivos






do planeta.


fotos do Circo de Soleil





















quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Palavras, Imagens e Confissões





Na agitada metrópole alguém já um tanto cansado


por tantos dias vividos, contempla com melancolia,


mas conserva










que também pode abrigar ternura Uma luz no fim


do túnel



Ás vezes é bom meditar





Nesta foto, neste tempo, nós erámos muito parecidos:


olhos pequenos, fartos cabelos...





É sempre bom ter alguém


ao nosso lado












...mas se não tiver e se ela nem souber...






...é reconfortante saber que ao menos temos uma linda lembrança







...e quem sabe um dia em uma canção...











ou poesia...


declarar




















o quanto ainda a ama!



terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

MINHA INFÂNCIA de Jurandi Assis

O pião
gira gira gira
e prende a atenção
enquanto o tempo, célere, passa...
na conspiração
contra o encanto da infância.

Relíquia do Tempo


Podemos acumular nesta vida
bens materiais
fracassos ou vitórias pessoais
mas nada poderemos levar
se não lembranças...
então que guardemos
as mais doces.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

DOCERIA CINDY

Será que moram doces ainda na Rua Monte Casseros
tenho saudades de vê-los atrás das vitrines atraentes da Doceria Cindy
Cindy este é o nome da namorada do Zé Colmeia
o urso que roubava potes de mel para oferecer à sua amada
Será que moram doces ainda na Rua Monte Casseros?
Seria tão bom revê-los!
pudins, tortas de morango, bolo de nozes, "latinhas de lixo" (por que este nome? ),
bombas de chocolate com chantilym explodindo nas bordas.
Quando eu passava por esta rua eu via doces
e entrava na doceria e comprava mais doces do que devia
e dizia a mim mesmo vou dividí-los com a linda menina,
mas, depois, hesitava e desistia.
Muito açúcar faz mal à saude e, principalmente, aos dentes.
Eu sei um sorriso é fundamental, porém eu quase sempre tinha o olhar triste
e quase tudo que poderia ser doce em minha vida, adquiriu amargor com o transcorrer do tempo.
Na Rua Monte Casseros moram ainda doces?
Não sei, mas se não moram, deixaram doces recordações.

Paranapiacaba pelas lentes poéticas de Bel Gasparotto

Nascente - Trilha





Estação ferroviária





Maria Fumaça


















Trem abandonado

PARANAPIACABA

Paranapiacaba
ou onde se vê o mar
ou ainda onde o progresso acaba
Casas de tijolos aparentes
telhados de ardósia
Paranapiacaba
incrustrada no alto da Serra do Mar
Planos inclinados
matas ainda virgens
misteriosas e indeléveis cachoeiras
águas límpidas
riachos tranqüilos e sombreados
trilhas fascinantes
onde surgem inesperados perigos e emoções
Paranapiacaba
paisagem bucólica
densa neblina de mistérios
Igreja de Bom Jesus
Largo dos Padeiros
Castelinho reinando imponente
Trilhas e Trilhos
Pedras e dormentes
Viajantes e clandestinos do tempo
Paranapiacaba
jamais acaba
enquanto houver névoas
que encantam pensamentos.

Vagalume

Do vagalume
tenho ciúme
da tua luz perene
verde imune
ao negro ímpune
tenho inveja
da tua luz esmeralda
nos muros pontilhada
Minúsculas passageiras fadas
esmeradas varinhas mágicas
riscando a noite
fosforescente gume
de ti tenho ciúme
pirilampo
pequeno corpo verde casulo
vasto campo verde
relâmpago,

domingo, 3 de fevereiro de 2008

SINUCA de Fernanda Rodante




Bilhar Paulista


Raul meu amigo vamos dar um giro
pelo passado e eu então sugiro
atravessar a Galeria Oliveira Lima
e subir no Bilhar Paulista
e por a conversa em dia
Estou numa sinuca com a minha própria vida
sempre fui um jogador na vida
vivo cada dia como se fôsse o último
vivo cada amor como se fôsse o único
sempre erro o taco
e rasgo o pano
Por que tem que ser sempre assim
quando vou encontrar a minha paz?
Mas será mesmo que eu desejo a placidez de dias sempre iguais,
será que eu desejo as relações normais?
É duro encaçapar uma bola, quanto mais uma seqüencia
...estou com fome...e o lanche quente...seduz o meu olfato e o meu estômago...estou com sede...e a bebida gelada desce na güela como uma chuva no deserto...estou carente...e a lembrança dela faz fervilhar todo o meu sangue
...é bom reencontrar um amigo...pelo menos podemos desabafar!
Na decadência apuro os meus sentidos e pondero as lembranças
Sabe o que eu reencontrei:
um amor puro, um amor criança
que não sabia nada sobre sexo e diferenças sociais
ele apenas se sustentava na profundeza de um olhar!
Este encanto junto com a tristeza jogo agora na mesa de bilhar
e essa sólidas bolas coloridas de marfim sempre a rolar...









sábado, 2 de fevereiro de 2008

Páteo do Colégio

Páteo do Colégio
quantas vezes tivemos o privilégio
de reunir
nossos amigos
nossas verdades
nossos mistérios

Salve