domingo, 15 de fevereiro de 2009

Fé Suburbana

de Tathiana Cafiero


Fé Suburbana.
Depoja-me de teus átrios,
falsa fé.
Retira-me a tua face,
fera adormecida nos sonhos humanos.
Quem ousa a lhe desafiar?
Quem ousa pertubar o teu sono imaculado sobre a humanidade?
Quem ousa questionar-te?
Somente a débil história de minha vida.
Não contamine a minha morte
Não sucateie as minhas ideias.
Liberte-se de tuas amarras
Evidencie ao povo a tua verdade,
falsa fé.
Evidencie ao teus conceitos inacessíveis.
Honre os teus milagres
Difunda as correções
Enalteça tua dignidade.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Apenas um Fake


Baby
sou apenas um fake
um fraco
um fiasco
que tenta em vão
arrastar o peso do seu encanto.
Sou apenas um fake
e no entanto me sinto folk Dylan,
quando em mim delira,
quando em minha cabeça
gira a luz do sol
do seu olhar.
Oh! honey baby
sou apenas um fake
ao avêsso
que esconde a face real
as rugas do medo
de encarar o seu rosto
que desde cedo
ao me levantar,
aparece no espelho
da minha lembrança
e fica mais nítido
a cada hora do dia
que vai passar.
Eu não esboço nenhuma reação
e deixo me dominar!
Eu sou apenas um fake!

Clarividência

poema de Thatiana Cafiero








Tire os teus olhos e as tuas ideias de minha presença esta noite...


nao quero ver-te...


se ver-te nao serei consolada,


pela dor que traz tua não presença..


pela amargura que é ser parte de tua concepção,


de teu esboço..


Não me defina como uma desilusão,


mas como alguém que em tua presença,


torna-se impotente perante a tua magnificiência.

Não ouço a voz da sanidade,

mas da insanidade,

que contorce a mente ao ponto de ruptura.

Há nesse contexto a verdadeira liberdade moral

idade concebida pelos pecadores da inocencia.

Inocentes almas condenadas

ao suburbio de tuas frontes

e que se perdem nas escaladas de tua alma,

mas que a ti perpetua a tua inteligencia.
Na sangria de tuas ideias dorme a minha fé.
esfalecem meus conceitos.
e tu,Roma,contruída de papel,insulta a minha dignidade!!!
Como os ladroes furtam a tua riqueza.
Não imponha-me a tua banalidade,
não se julgue maior do que eu,
pois eu sou apenas,
alguém débio
e, ainda sim,maior que tu és.
Em tua morte envenena os pobres,
em tua ascendência ilumina os patriotas
engana,suborna,mente...
e no fim, tece uma imensa ilusão coletiva,
atiçando a vontade da estupidez
que em tua face
furta o teu prazer.

Interrupção

Preciso te dizer algo baby
importante prá mim
talvez, indiferente prá ti
preciso te dizer algo
mas..salgo os meus lábios
ignorantes ou sábios...
prendo a voz...
ato as minhas próprias mãos...
fecho os dedos...
espremendo o medo...
de te perturbar...
o teu provável sono...
jamais desejaria ser um pesadelo...
algo incômodo....

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Um Dia Cheio

Hoje eu tive um dia cheio, baby
Acordei sob um sol preguiçoso
no meio de um sonho...
onde só consegui resvalar nas pontas dos teus dedos
e na hora do beijo
de tocar os teus lábios
um intruso relâmpago
abalou o flutuante cenário.
Acordei
meio zonzo
meio sangue frio
meio incendiário.
Fiz o café apressado...
quase troquei o açúcar pelo sal.
Estou cansado!
perguntei a um amargo cream crakers
que dia é hoje mesmo?
enquanto o leite no fogo esquecido
derramava.
Hoje eu tive um dia cheio
de rostos feios
de atos estúpidos
de diálogos medíocres
coalhados
de projetos inúteis de viagens
de pensamentos
que o meu cérebro lento
não conseguiu transportar!
Hoje eu tive um dia cheio
de olhares atravessados
de cobranças e posturas
Quando eu vou poder
ser eu mesmo...
abrir o meu leque
e mostrar os meus extremos?
Hoje eu tive um dia cheio..
.horas infláveis
e porisso nas derradeiras horas
resolvi esvaziar
este balão cheio e sem direção
esta bola de bilhar maciça de marfim
que rola...rola...sem fim...
E prá esvaziar o meu ódio,
a minha revolta
eu procurei o teu profundo olhar!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Best of Me

ouvindo a canção "Best of Me" de Chrisette Michele


Bom poder parar
para contemplar tudo que eu já consegui juntar
até agora
vida afora
sentimentos dentro!
amor e brisas
paixão e ventos!
cd's que eu amo e os cuido com todo esmêro
quando neles passo e deslizo
d
e
s
l
i
z
o


o feltro
como se fosse um doce carinho...
folha e folhas
rabiscos reveladores
garatujas de segredos
riscos de revelar todas as verdades!
amigos
próximos ou distantes
fáceis e complicados
frequentes e um tantos raros
mas sempre caros
para ocupar o coração
e afastar o fantasma da solidão!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Pega Leve

Pega leve
porque ela pode ser bem breve
e antes que todo o vaso do encanto
se quebre
tente memorizar todas as pétalas
todos os seus contornos
tente respirar todo o perfume
que ela libera.
Pega leve
não a machuque
com rídiculos pretextos
tolos truques
para arrancar uma flor
é preciso desvendar toda a raiz
que a forjou tão bela
Pega leve
pétala por pétala
e retire
espinho por espinho
prá seguir o caminho
que o seu doce aroma em vapor
traçou.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

FADIGA

Fadiga
pura fadiga
não briga
se eu não te procurar
estou no escuro
esgotado
no quarto vazio
estirado sobre a cama
sem fôlego
sem vontade
de fazer qualquer ato
de tomar qualquer atitude
lembro um poema de Álvaro
e deixo tudo
para amanhã
para depois...
Fadiga
pura fadiga
não intriga...
não procure pêlos em ovos
sentimentos novos
nem me peças provas...
estou cansado...
nem sei se vou conseguir despertar
com o teu grito e o teu chacoalhar!
deixa quieto...

Mais Um Dia


Manhã florida!

Céu azul!

cintilante como os olhos de Newman.

O sol flutua levemente,

esquentando os movimentos

daqueles que iniciam mais um dia de trabalho.

Um porta retrato,

ostentando imagem de um certo algúem

em preto e branco,

refletindo nostalgia e poesia.

Os pássaros brincam na janela ,
disputando espaço

com flores que exalam o mais doce perfume.

O despertar

café fresco

conversas de vizinhas

rotina iniciada.

Deixa pintar o dia,

o sol mansamente se esconder

e a noite...essa sim será maravilhosa!



Desirré

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Beijokas


Beijokas adolescentes!
inocentes
inconsequentes
Beijokas
breves
doces
como chicletes
ou um pouco além

salgadas
como pipocas
atarantadas
atrevidas
caindo
pelas poltronas
do velho cinema!
pulgas de lembranças
que pulam de alegria
quando desafiam o tempo
e voltam tão extasiadas
à sessão lotada
de uma inesquecível matiné!
Beijokas
por que evitá-las
não ligue para as recalcadas
marocas que ainda não provaram
o doce veneno da paixão!
Beijokas adolescentes
desviam das espinhas
dos negros cravos
dos ralos pêlos do projeto da minha barba
e procuram os meus lábios
sedentos de aventuras
os meus olhos bandidos
rendidos ao teu xerife olhar!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Djavan - 60 Anos


Viver de amor é a sua sina
em cada palavra
em cada som
que ele tira
trata e burila
no escuro dos becos
ou na claridade da amplitude das esquinas.
È a sua sina
é o seu afã
da madrugada ao amanhã
a procura samurai incessante
do amor que salva e alucina
que mostra todas forças e fraquezas
todas as humanas sutilezas
em cada letra concluída
derretida nas mais ardentes e lilazes
fogueiras de versos
em cada música pronta
que confronta todos os barulhos e ecos do Universo
e engravidaa poesia com mais rimas
que o ventre da inspiração
pode comportar
Ele saber extrair
de cada som um burburinho
um segredo
e de cada palavra
o diamante do desejo!
O amor não tem idade
não tem límites
basta o ensejo
a mínima fresta
o interstício
microscópico orifício
para se manifestar
um raro olhar
de um puro voyeur.
Viver de amor é a sua sina
e seu alíbi
em cada canção
repleta de pétalas
ele sempre guarda uma nota
uma esquecida palavra
uma semente prá vingar em outra música
que logo vai brotar.
Viver de amor é puro êxtase
que faz a gente sempre brilhar!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Delicatesse

Delicatesse
suspiros
tortas de morangos
sonhos
esparramando cremes
crepes
tudo tão doce
o mel que cresce
dentro da colméia da tua boca
o açúcar desafiando diabéticos
o chá das cinco
a chuva fina
o fog
a lembrança londrina
o rosto de porcelana
Doze numeros romanos
do Big Ben
lembrando-nos
que existe o tempo
o tempo e seus límites.
Você está tão bem
com seu novo corte Chanel
e as suas novas vestes
onde o negro prevalece
com sutis toques vermelhos
Delicatesse
só falta declamar
um poema
repleto de confissões!
Delicatesse
esse lindo dia lhe merece
como a alegria em toda kermese!

Salve