Luzes da Cidade

sábado, 16 de outubro de 2010

Estúpido Cupido

Estúpido Cupido
Miro os seus olhos
onde moram
os meus sonhos compridos
que odeiam despertar
Flertes e cochichos
sombras e rabichos
onde você está agora?
Vivo mais o seu tempo/fascínio
do que as minhas horas mornas
Sinto inveja do seu delineador
gravado nos cílios
dos seus olhos brilhantes
da sombra que empresta mistérios
em suas pálpebras marcantes
Poderia ser seus óculos escuros
om ray ban que escondesse um gato escuro
e lhe assustasse como um pulo
no afã de um encanto noturno
Poderia ser o topete petulante
de um playboy
que vive no mundo livre das paixões
e dispensa qualquer gel
que ouse conter o seu jeito rebelde de ser
Revisitaria 1961
om número mágico
que pode ser lido de trás p´ra frente
em os ambos os lados
e jamais seria triste....
Um ano em que Yuri Gagarin
o pioneiro do espaço
viu a Terra do alto
e estupefato chamou-a de azul
Um ano em que Robert Zimmerman
rasgou as suas roupas
jorrou os seus versos
de amores e protestos
e fez fluir a soa música
nada preguiçosa
junto com a sua fanhosa voz
e se fez Bob Dylan
com todas ciladas e armadilhas
Um fascínio extremo
não é mesmo baby?
Acotovelados
em desejos velados
doces beijos roubados
sem o amargor de remorsos
Estúpido Cupido
que desfere as suas flechas
com a naturalidade de índios
em corações inteiros ou já partidos
e nos torna cada vez mais divididos
e submetidos aos ditames e dinamites
por razões nobres ou infames
das paixões que nos consomem
e se consumam em febres ou bálsamos
em estufados ou esfomeados desejos.

Carlos Gutierrez

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