Luzes da Cidade

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

POE...NCONTRO

Posso sentar e esperar o poema batendo a porta
É bom, enquanto isso olho pela janela
Não que a paisagem esteja diferente, ao contrário
Fielmente igual a de sempre
Mas a brisa que bate me presenteia com olhos diferentes
Por eles posso escolher as cores, desenhos, rostos e lugares
Fico entre a noite da Lapa e a manhã siberiana
A avenida barulhenta e a trilha acidentada,
Mas quero mesmo os cassinos de Vegas
ou calçadas da Augusta.
Pensei em segurar os ponteiros do relógio,
o tempo!
Não parece tão gentil comigo.
Que seja, que venha..
Se a madrugada me atirar a cama
querendo me pôr a assistir sonhos,
Entre pela porta quase aberta,
se junte ao meu travesseiro
Iremos juntos aos cassinos e calçadas,
Vista seu terno risca de giz,
abra a champagne e acenda o charuto
Teremos tempo para um can-can
ou bossa nova
Se preferir o quarto, dispa-se do simbolismo e
Acorde-me!
com o beijo apaixonado!


Desirée Gomes

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Salve