Luzes da Cidade

sábado, 20 de setembro de 2008

OVO


Descasco a lua

como descasco um ovo,

ela é antiga em meu céu,

mas sempre nova em meus sonhos;

crescente em minha imaginação e desejo:

mingüante em minha solidão,

quando nem...te vejo!

Restam as alvas cascas

entre os meus dedos indefesos.

Corto o ovo pelo meio

e vejo entre as deslizantes claras,

cercadas pelas perdidas lascas,

a gema de um compacto sol

que posso contemplar em plena madrugada.

Um comentário:

Laura disse...

Splendide poème, beaucoup bien écrit, bien articulado, poésie in natura… j'ai adoré, félicitations poète Gutipoetry.

Salve