Luzes da Cidade

sexta-feira, 7 de março de 2008

Catavento

Eu quis vingar o meu destino
a qualquer preço
e, aproveitar o pouco tempo que me resta.
Cada tempo
têm os seus ventos
e passageiras brisas.
Um catavento ousou desafiar
o poder do vento
e, girar as suas pontas
ao seu favor.
Eu quis te ver novamente,
desesperadamente.
As janelas estavam fechadas
e, só encontrei uma fresta
suficiente para te ver
e, constatar
que tu és a mais linda mulher!
Eu quis vingar o meu destino
o meu medo de declarar,
mas satisfeito o desejo,
o sonho de abrir e extravasar os meus sentimentos,
o vento do remorso
fez girar novamente o catavento
que mora dentro do meu coração:
o catavento que vai e volta,
mas nunca domina o tempo
e pára como um frustrado soluço
na garganta da ilusão.
Cada tempo
têm os seus ventos
e passageiras brisas.
Um catavento ousou desafiar
o poder do vento
e girar as suas pontas
ao seu favor.
Só que ele não conseguiu prever
foi a dor de precisar da brisa, esquecer.

Nenhum comentário:

Salve