Luzes da Cidade

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POEMA

Só o pó
de um poema
sobre uma folha de papel
que escorrega sobre a mesa
e procura novos versos
até mesmo sobre os pés da cadeira
Só o pó
de um poema
que persegue o seu encanto
em cada canto
e se afoga no tinteiro
É só o pó
de um poema
que tenta por todas as letras
e borrões lhe interpretar por inteiro
tintas e manchas que se desmancham
em todos os seus temas
É só o pó
de um poema
que não cabe numa folha apenas
que atravessa a mesa
chacoalha a cadeira
e molha a toalha
e a deixa vermelha
de vinho e versos

Carlos Gutierrez

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