Luzes da Cidade

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Escrivaninha




Ela é minha,
tão minha e adorada
ela guarda
pedaços da minha vida
preserva a minha memória
e serve como base aos meus projetos
ela guarda e me aguarda
todos os dias
nas auroras
e madrugadas
guarda objetos
fúteis
inuteis
obsoletos
estranhos
vitais
canetas antigas
lápis reluzentes
cadernos de poemas
folhas avulsas de papel canson
com inquietantes rabiscos
esboços de sonhos
alvoroço de riscos
e inusitadas perspectivas...
a minha escrivaninha guarda e... aguarda
polida o pouso das minhas mãos ...
a turbulência da minha solidão
até o fechar do seu velho tampo...
os livros, os albuns com os seus heróis e vilões
vão dormir!

Nenhum comentário:

Salve