Luzes da Cidade

sábado, 8 de agosto de 2009

Demasia

A noite está fria!
enxerte carvões na lareira
relembre fogueiras de infância
balões banidos
estalidos de biribas
cortando o silencio
Encha até transbordar
a taça de vinho
até sangrar a toalha de linho
encoste o seu rosto no meu
e os seus cabelos
soltos em desalinho
acenda a fogueira do seu olhar
desenrole o pergaminho
sorria em demasia
até que as paredes lisas
adquiram estrias
acenda um cigarro e divida comigo
vamos cruzar as lufadas de fumaças
ver despencar do teto todas as traças
e esperarmos o pouso de uma estrela
que nos resgate!
em demasia
num só engate
você me parter me faz mosaico

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Salve