Luzes da Cidade

domingo, 13 de janeiro de 2008

CHAMA

De algum lugar eu te conheço
Não sei o teu nome mas um te ofereço:
Chama
Fulgurante inflama os meus olhos viajantes
Chama
quanta luz derrama
sobre o meu sómbrio caminho
quanta luz seduz
a minha própria sombra.

De algum lugar eu te conheço
de um castelo abandonado
de um navio fantasma
de um lago encantado
sei lá!
De algum lugar eu te conheço
Não sei o teu nome mas um te ofereço:
Chama
Fulgurante estrela que flutua no céu
Risca a lua
Vermelho véu.

Chama
quanta luz derrama
quanto brilho espalha
Réstia de sol que na noite esparrama
um clarão
Estrela no chão que me chama Chama
Não sei se este é o teu nome
mas a ele obedeço
me entrego de corpo e alma me ofereço às tuas labaredas.
Do teu calor eu preciso
corpo celeste incandescente
quanto da tua luz
chama derradeira

E chamo Chama
Clamo luz
Fogo eterno
Estrela guia
Farol da minha vida
me conduz
ao porto
que é o teu corpo
à porta
que é a tua alma
Reluz Chama Reluz
no céu da minha vida.

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Salve