Luzes da Cidade

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Estranhos

Malgrado
sermos estranhos
parece que eu já te conheço há tantos anos
acontece que tu estivestes sempre em meus planos
Teu sorriso é o mesmo que imaginei
e os teus olhos meigos
leigos do rancor
são aqueles que pelas estradas tortuosas da vida
eu me guiei
faróis amigos
estrelas reluzentes
porto seguro
para atracar um grande amor
e nele acreditar


Malgrado
sermos estranhos
eu te esperei em todos os momentos
até que o tempo tivesse tempo
até que o vento virasse brisa
até que a flor desabrochasse no jardim da minha vida


E o tempo teve tempo
e o vento virou brisa
e a flor desabrochou
em pétalas rubras
quando tu cruzastes
qual flexíveis hastes
o meus caminho
e mudastes
o meu destino
antes entulhos
trastes e
espinhos.

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Salve