Luzes da Cidade

sábado, 12 de junho de 2010

Punhal Poetico

Que a minha poesia seja esse corte,

Essa lâmina cega sem ponta e sem rima,

Esse corte tácito e feroz de paz e desespero,

Esse sangue que jorra á gotejar noite no amanhecer.

Que a minha poesia seja aquilo que te dói,

E que essa dor te acorde todos os sentidos,

Assim como a solidão desperta meus versos.

Que a minha poesia seja esse corte simples e direto,

Essa faca á enxertar imensidão no seu peito,

Esse éden dentro do purgatório do teu ser.

Que a minha poesia seja tangível e ecumênica,

Uma cantiga de loucos, padres, crianças e putas,

Um punhal poético á rasgar tua alma nua.


Thiago Cardoso Sepriano


Arca da poesia:
http://arcadapoesia.criarumblog.com/

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